Ponto onde convergem as minhas emoções, postas em verso, ou prosa, degrau onde coloco o que sinto e o que desejo e que poderei, talvez, partilhar com os meus amigos.

Saturday, December 16, 2006

LEIAM, APESAR DE EXTENSO, É UM ARTIGO BEM INTERESSANTE...




É um adolescente americano com 14 anos. Assina as suas obras com o nick "Bluejay".
Aos 13 anos já tinha escrito 5 sinfonias.
Aos dois anos começou a compor, desenhou um violoncelo e pediu aos pais para lhe comprarem um.
No ensino básico passava as aulas a escrever partituras sem dar atenção às matérias. Os pais foram chamados várias vezes à escola, para reuniões de urgência, devido ao comportamento "problemático" da criança.
Aos 10 anos entrou para um dos mais consagrados conservatórios de música, o Julliard.
Aos 12 anos a sua obra "The Storm" foi tocada pela New Haven Symphony em Connecticut.
Escreveu cada nota para todos os instrumentos em poucas horas.

Agora fez um contrato com a Sony e a London Symphony Orchestra acaba de gravar a sua 5ª Sinfonia. E foi aí que Jay ouviu pela primeira vez a sua sinfonia. Começou a escrevê-la um dia, na sala 301 da escola, aborrecido com a aula de História, enquanto olhava "ausente" para um mapa na parede em frente.
A obra tem 190 páginas e Jay esteve no estúdio só para ver se as notas eram tocadas tal como ele as imaginou.

O pai é um professor invisual. A mãe é pintora. O irmão (10 anos) não é um génio.
O compositor Sam Zyman, em entrevista, diz:
"Estamos a falar de um prodígio ao nível dos maiores prodígios da história na área da composição, como Mozart, Mendelssohn e Saint-Saëns. Se Jay estivesse aqui agora, enquanto falamos, poderia estar a compor uma sonata para piano em 25 minutos, à nossa frente e seria uma grande obra musical.
É um fenomeno raro. Para compôr é preciso saber as notas de cada instrumento, o ritmo, as entradas, etc. Como compôr para harpa e oboé? Ter a certeza de que não é para tocar no piano, etc. É preciso dominar centenas de milhares de bits de informação para compor uma peça musical."

Jay Greenberg, observa a Orquestra Sinfónica de Londres a gravar a sua 5ª Sinfonia.
(CBS)

Entrevistado, Jay diz:
- "Não sei de onde vem a música, mas vem completamente escrita, como sendo tocada por uma orquestra na sua cabeça. Cada instrumento vem por si mesmo, se eles precisarem de o fazer. É como se o meu subconsciente dê ordens à velocidade da luz. Oiço tal e qual como ela é (a obra) como alguém já a tivesse escrito."

O ouvido de Jay é muito mais sensivel do que o das pessoas normais. Ele tem que tapar os ouvidos para não ser perturbado pelos ruidos da cidade, que soam muito mais alto para ele do que para nós, mas não consegue desligar o som da música na sua cabeça. Foi determinado que a sua cabeça "apanha vários canais" e ele "ouve" várias composições em simultâneo.

-"O meu cérebro consegue controlar duas ou três musicas diferentes aos mesmo tempo, em simultâneo com o canal da vida diária e tudo o resto." diz Jay.

Escreve sem razuras, não revê o que escreve porque sai tudo bem à primeira. Diz que não precisa de nenhum instrumento, basta-lhe a sua mente.

Gosta de andar quando está inspirado, pois vai trauteando o que ouve, caminha ao ritmo da música e até vai "dirigindo a orquestra."

Pelley, o jornalista que o entrevistou diz que foi a entrevista mais misteriosa que fez até hoje, pois enquanto Jay falava nos olhos dele via-se que estava a ouvir mais uma dúzia de canais.

No final da entrevista para o "60 Minutos" a equipa da televisão percebeu que Jay já estava aborrecido.

-"O que te faria feliz?" - pergunta o jornalista Pelley
-"Boa pergunta. Quem é capaz de definir realmente a felicidade?" - responde Jay
Muitos compositores levam a vida inteira para escrever não mais do que cinco sinfonias.
Jay escreveu a sua 5ª aos 13 anos.
Enquanto a orquestra de Londres toca a peça final da sua obra, Jay puxou um papel e começou a escrever outra.

4 Comments:

Blogger Tozé Franco said...

Já tinha ouvido falar deste compositor. Não haja dúvida que é um génio. Estou impaciente para ouvir a sua música.
Um abraço.

3:19 PM

 
Blogger augustoM said...

Eu vi o que TV mostrou a respeito dele. Um génio.
Um Bom Natal e um Ano Novo cheio de poesia.
Um beijo. Augusto

5:27 AM

 
Blogger Cris said...

Puro génio... Apenas isso. Nós somos apenas esboços do que o ser humano poderia ser realmente, uma obra de arte!

Cris

8:48 AM

 
Anonymous Alberto Ribeiro - Australia said...

Realmente fantastico. Os genios sao como os cometas; Sao raros e nao teem descendencia, pelo que um so, completa toda uma geracao.
Abraco da Australia.

6:01 PM

 

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