Ponto onde convergem as minhas emoções, postas em verso, ou prosa, degrau onde coloco o que sinto e o que desejo e que poderei, talvez, partilhar com os meus amigos.

Monday, April 28, 2008


Volúpia




















No divino impudor da mocidade,

Nesse êxtase pagão que vence a sorte,

Num frêmito vibrante de ansiedade,

Dou-te o meu corpo prometido à morte!


A sombra entre a mentira e a verdade...

A nuvem que arrastou o vento norte...

--- Meu corpo! Trago nele um vinho forte:

Meus beijos de volúpia e de maldade!


Trago dálias vermelhas no regaço...

São os dedos do sol quando te abraço,

Cravados no teu peito como lanças!


E do meu corpo os leves arabescos

Vão-te envolvendo em círculos dantescos

Felinamente, em voluptuosas danças...


(Florbela Espanca)




























3 Comments:

Blogger © efeneto said...

Se a mágoa é um dom
duma vontade traída
humilhada e colorida,
que a experiência vivida
nos oferece com desdém...
se a mágoa é tudo isso,
eu não quero ser diferente
Prefiro não ser ninguém.
Prefiro agradecer a sua amizade
e fidelidade para com o Ø G®¡†ö ðö Þöë†ä.
Um fim-de-semana com amizade e G®¡†ös
É já agora com Þöësiä.

4:58 AM

 
Blogger O Micróbio II said...

Florbela, de facto, não é das minhas preferências...

9:26 AM

 
Blogger Vieira Calado said...

Passei para ler o poema.
Deixo-lhe desejo de boa semana.

4:24 AM

 

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